"admito que seja apenas por ignorância, mas isto não só não desculpa como agrava o constante enaltecimento feito a quaresma, como se ele fosse o astro-rei do planeta futebol. nada me move contra o atleta mas é impossível deixar passar em claro o excesso de loas e louvores com que foi incensado de todos os lados.
quaresma podia ser, mas não é um jogador do outro mundo; e até regrediu em relação à época anterior. se os comentadores conhecessem os factores da performance e rendimento desportivos e as componentes da forma e competência de um atleta, seriam bem mais comedidos nas valorações."
(jorge olímpio bento, hoje em 'a bola')
"os seus pés fazem magia e foi seguramente por isso que o apelidaram de harry potter. ricardo quaresma é, sem dúvida, um artista. mas não um qualquer, por mais fácil que seja - ou pareça ser - esse jogo inventado pelos ingleses no século 19 e hoje popularizado à escala mundial. quaresma é o verdadeiro artista da bola. é dele, com toda a justiça, o prémio "o melhor em campo" da época 2006/07.
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os artistas são raros e, por isso mesmo, cobiçados. quem não quer ter o senhor das das trivelas - imagem de marca - dos passes de mágica, das fintas desconcertantes, dos remates teleguiados? ricardo quaresma tem todos estes atributos e demonstrou-os na época que agora finda, durante a qual se impôs como jogador decisivo e figura central do fc do porto, de novo bicampeão."
(martins morim, também hoje em 'a bola')
"continuariam a elogiar a trivela, mas veriam também que ele é parco noutros recursos e aplica aquele gesto seja qual for a posição em que se encontra, muitas vezes ao acaso, sem conta nem medida. insistiriam em embebedar-se com o repentismo, a festa, o gozo e irreverência qie ele traz ao jogo, mas teriam que reconhecer a evidente falta de velocidade que o impede de ganhar um duelo em corrida, a pobreza e irresponsabilidade tácticas, as teimosas e levianas recreações e perdas de bola em zona perigosa, a desestabilização que isso acarreta à equipa, etc. enfim, o jogador tem valiosas qualidades, mas faltam-lhe outras cuja ausência anula muito daquilo que de positivo realiza e invalida os exageros que dele se tecem."
(jorge olímpio bento, ainda hoje em 'a bola')