chóoooora, puta!
Segundo o DN apurou, o camisola 31 já teve uma conversa (quarta-feira à tarde) com elementos da equipa técnica nacional, onde manifestou a vontade de representar Portugal. O avançado chegou mesmo a emocionar-se quando lhe foi dito que o seleccionador nacional contava com ele para ajudar a selecção a ir ao Mundial 2010 na África do Sul e garantiu que já é "português de corpo e alma" e até vai ter um filho português.
E se o jogador teve mesmo de conter as lágrimas para não revelar toda a emoção que sentiu, também a equipa técnica nacional e a Federação ficaram impressionados com a disponibilidade de Liedson para marcar golos com a camisola verde-rubro. E sabe o DN, o que mais impressionou foi o facto de ele nunca se ter mostrado preocupado com a reacção do grupo ou da opinião pública sobre a naturalização. "Estava mais interessado em explicar que queria jogar na selecção e quando o poderia fazer," disse ao DN uma pessoa envolvida no processo.
A Federação conta agora com a colaboração do clube, além da disponibilidade do jogador, que já em 2006 admitia jogar de quinas ao peito: "Se algum dia for convidado a representar Portugal, não hesitarei em fazê-lo, sinto-me bem em Portugal." E Carlos Queiroz nunca lhe fechou a porta. "Não tenho qualquer reserva mental em relação a jogadores que querem representar a selecção", disse o treinador antes do jogo particular de Portugal com o Brasil.
O seleccionador nacional não está a prazo na Federação, quer construir outra "geração de ouro" e por isso sempre preferiu apostar em jovens valores. No entanto, perante a falta de opções válidas para o ataque, aliado ao fraco índice atacante e às dificuldades na qualificação ajudaram o seleccionador a dar a mão à palmatória apesar dos 32 anos de Liedson.
A grande questão agora é saber em que pé está o processo e quem o pode agilizar. O jogador reside e trabalha em Portugal desde 2003 (vai cumprir os seis anos necessários para pedir a nacionalidade portuguesa por naturalização), mas o processo normal demora entre três a cinco meses. E a selecção nacional não pode "esperar esse tempo" por ele. A solução é um pedido especial ao abrigo do n.º 6 do art. 6.º da Lei da Nacionalidade, que se refere ao interesse nacional ou serviços relevantes prestados à comunidade nacional. E para estes casos não há um prazo definido, segundo disse fonte do Ministério da Justiça ao DN.
E faltam apenas menos de dois meses para os decisivos jogos com a Dinamarca (5 de Setembro) e a Hungria (9 de Setembro)."
repare-se na 'justificação' bacoca para algo que me parece de todo inexplicável - antecipada pela jornalista ao serviço de um dos jornais do 'grupo' editorial de joaquim oliveira - ao mais do que evidente anacronismo contido na opção liedson se esta, como tudo indica, vier a ser tomada por alguém que foi supostamente contratado para 'renovar' a selecção nacional.








