os inconvenientes das maiorias albanesas
o militante socialista (ou social democrata) que visse o seu partido ganhar eleições legislativas com mais de 90 % dos votos ficaria indubitavelmente feliz no periodo imediatamente pós-eleitoral.
esse mesmo militante, regressado a casa, funcionário público e chefe de família, verificaria, rapidamente que a inexistência de qualquer oposição lhe traria a ele, fiel votante no poder do seu partido, problemas cada vez mais agravados no seu dia a dia.
porque o governo da sua cor não dispondo de qualquer crítica governava muitas das vezes mal.
esta é, em síntese, a principal razão da vantagem da existência de um contra-poder relativamente forte, leia-se força fiscalizadora das acções dos executivos, quaisquer que eles sejam, explicado às criancinhas.
dito doutra forma, esta é a riqueza da democracia, único sistema capaz de manifestar a capacidade de conter dentro de si todas as virtualidades de quem é hábil e está habilitado para exercer o poder e, simultaneamente, o da massa que o contesta, num processo de interacção crítica cuja resultante será sempre uma etapa superior de desenvolvimento - um suposto novo patamar de felicidade inerente a todo e qualquer colectivo.
todo este arrazoado a propósito dos resultados eleitorais verificados no 'sl e benfica', os quais praticamente repetiram os conhecidos de há menos de um mês no 'sporting' e, há muito mais tempo, mas sempre dentro da mesma bitola percentual, no 'fc do porto'.
talvez esta realidade, comum aos três grandes, possa explicar o porquê de:
(1) o 'porto' ganhar desportivamente mas, apesar disso - melhor, das respectivas consequências traduzidas em (enormes) receitas - não ter conseguido, até ao momento, endireitar financeiramente, de forma consistente, o barco;
(2) o 'benfica' ter mantido um percurso de consolidação financeira considerado notável mas pouco ou nada ter ganho no plano desportivo;
(3) o 'sporting' ter levado os últimos anos de vida a 'empatar', sobretudo a paciência dos sócios: não ganha nada porque não tem dinheiro, excepto 'prémios de consolação', ao mesmo que se continua a debater com o fantasma da bancarrota;
directo à moral desta história, outros muito mais abalizados o afirmaram, uma oposição fraca (ou ausente) torna qualquer poder fraco.
no caso em apreço, parcialmente ineficaz.
fica o 'argumento' à vossa douta apreciação.
esse mesmo militante, regressado a casa, funcionário público e chefe de família, verificaria, rapidamente que a inexistência de qualquer oposição lhe traria a ele, fiel votante no poder do seu partido, problemas cada vez mais agravados no seu dia a dia.
porque o governo da sua cor não dispondo de qualquer crítica governava muitas das vezes mal.
esta é, em síntese, a principal razão da vantagem da existência de um contra-poder relativamente forte, leia-se força fiscalizadora das acções dos executivos, quaisquer que eles sejam, explicado às criancinhas.
dito doutra forma, esta é a riqueza da democracia, único sistema capaz de manifestar a capacidade de conter dentro de si todas as virtualidades de quem é hábil e está habilitado para exercer o poder e, simultaneamente, o da massa que o contesta, num processo de interacção crítica cuja resultante será sempre uma etapa superior de desenvolvimento - um suposto novo patamar de felicidade inerente a todo e qualquer colectivo.
todo este arrazoado a propósito dos resultados eleitorais verificados no 'sl e benfica', os quais praticamente repetiram os conhecidos de há menos de um mês no 'sporting' e, há muito mais tempo, mas sempre dentro da mesma bitola percentual, no 'fc do porto'.
talvez esta realidade, comum aos três grandes, possa explicar o porquê de:
(1) o 'porto' ganhar desportivamente mas, apesar disso - melhor, das respectivas consequências traduzidas em (enormes) receitas - não ter conseguido, até ao momento, endireitar financeiramente, de forma consistente, o barco;
(2) o 'benfica' ter mantido um percurso de consolidação financeira considerado notável mas pouco ou nada ter ganho no plano desportivo;
(3) o 'sporting' ter levado os últimos anos de vida a 'empatar', sobretudo a paciência dos sócios: não ganha nada porque não tem dinheiro, excepto 'prémios de consolação', ao mesmo que se continua a debater com o fantasma da bancarrota;
directo à moral desta história, outros muito mais abalizados o afirmaram, uma oposição fraca (ou ausente) torna qualquer poder fraco.
no caso em apreço, parcialmente ineficaz.
fica o 'argumento' à vossa douta apreciação.


10 comments:
"o 'benfica' ter mantido um percurso de consolidação financeira considerado notável"...
Como se pode considerar consolidação financeira o facto indesmentível de o passivo do benfica ter passado de 100 milhões para 350 milhões durante as presidências de Vieira? Notável é a propaganda em favor do caudillo encarnado.
JOSÉ, para se construir é preciso conseguir créditos e esses pagam-se e aumentam os passivos, queria o que, que se construísse sem o passivo aumentar?
Como é que o José compra uma casa se não tiver como pagar a pronto?
Sabe o que é um passivo?
Enfim.
Agora para o caríssimo e respeitável Boronha,
eu tal como o grande ab, gostaríamos de ver cada um o seu clube ser campeão na maioria das vezes, mas como benfiquista também entendo que nem tudo se consegue de um dia para o outro e no caso do Benfica (que é o que me interessa), apesar de o meu maior desejo ser ver vitórias no futebol profissional, entendo que depois de certas e determinadas gestões mais que danosas, temos de subir degrau por degrau e não pular tudo de uma vez, pois seria de novo a "morte", não concorda?
Quem recomeça do oito para chegar ao oitenta tem de superar vários obstáculos, não se chega lá num abrir e fechar de olhos e é isso que muitos de nós nem dos outros têm percepção da realidade.
Concorda ou não comigo?
Senhor Boronha,já está tudo dito por si.
Apenas acrescentaria que isto, talvez na melhor das hipoteses se endireitará lá para 2020,se ate lá nenhum dos grandes for à bancarrota...
Só espero que País não vaia antes!
"(2) o 'benfica' ter mantido um percurso de consolidação financeira considerado notável mas pouco ou nada ter ganho no plano desportivo"
Este mito da consolidação financeira do Benfica é daqueles mitos que não consigo entender perante um passivo superior a 300 milhões de euros, mas como diria o outro... de finanças não percebo nada!
E depois ainda leio alguém que diz: -"JOSÉ, para se construir é preciso conseguir créditos e esses pagam-se e aumentam os passivos, queria o que, que se construísse sem o passivo aumentar?" e eu pergunto, construíram ou destruíram? Vou mais pela segunda hipótese.
«Sabe o que é um passivo?»
O passivo é o que leva e o activo é o que dá, é isso, não é?
Nesse sentido Luís Filipe Vieira é passivo, leva os sócios com cantigas e não lhes dá nada.
Dá-lhes vitórias batoteiras, cf. com triunfo na Taça da Liga, 2008/2009 ou no célebre campeonato de Veiga e do Estádio Algarve.
Nesse célebre campeonato o Benfica nem foi a equipa que sofreu menos golos (foi o Sporting) nem a que marcou mais golos (foi o Porto).
Enfim vitórias à Benfica...
Quanto ao teor do «post» está bem fundamentado, mas se wsairmos da realidade futebolística para o país verificamos que politicamente existe uma oposição forte, existe alternância mas como diria Brito Camacho: As moscas mudam mas a merda é a mesma.
Este argumento do AB "si non è vero è benne trovato..."
Tenho dúvidas sobre a consolidação financeira do benfica...
Este comportamento de vieira diz muito sobre o que realmente o motivará para se ir perpetuando pelas bandas da luz, o populismo utilizado bem como uma certa demagogia (não é um exclusivo do PC)onde todos os anos surgem equipas maravilha e existe sempre uma ligeira megalomania que lhes tolhe os pensamentos, tem de ser sempre os maiores, que não sejam melhores nem lhes incomoda muito, dizer que não são os maiores é que os ofende, e transpondo isso para o plano financeiro vê-se bem que são os maiores a fazer cagadas, as receitas feitas a partir das vendas de jogadores são rídículas se comparando com sporting e porto, e por muito grandes que sejam a nossa realidade desportiva, económica e financeira não o permitiu no passado e nunca o irá permitir no futuro, a periferia europeia também se aplica ao futebol, não iremos nunca ver jogadores de classe mundial a jogar em portugal, simplesmente porque não conseguimos gerar receitas que paguem ordenados de 4, 5 ou 10 milhões de euros a 1 só jogador...
Mas os benfiquistas seguem os caminhos que querem, depois não se venham é queixar, porque quem embarca em aventuras...
A ver vamos como termina esta...
Caro AB,
para confirmar a justeza deste seu pensar de verão. Basta olhar para o governo do FCP nos últimos trinta e tal anos....
cumprimentos
E engracado, que os adeptos dos outros clubes, omitirem, ou melhor, fazerem tabua raza, das consideracoes do AB acerca dos seus clubes
Sao uns experts nas contas do Benfica, mas dos seus clubes, nepia.
Ja agora, quando SCP e FCP apresentarem as contas consolidadas de todas as empresas das respectivas SAD'S e clube, ai podemos falar. Ate la, acho que os respectivos adeptos dos mesmos, se deveriam abster de fazer comentarios sem fundamento.
Digam o que disserem e o que quiserem, maiorias de 90% só na Venezuela, Burkina Faso, Sudão, Irão e Coreia do Norte.
Digam o que disserem e o que quiserem, são quase 390 Milhões de Passivo Acumulado. Esta Época vai lá para os 420 Milhões...
Até se deram ao luxo de ir comprar um reformado por 5 Milhões ao R. Madrid que o dava de graça.... só para se ver livre dele!
A oposição forte, jamais, como diria Lino. Foi a mais fraca. Fugiu, ou antes não teve força para se mostrar.
Da fraca não reza a história. Rezou apenas a CS.
Quanto ao resto...
O Benfica não teme passivos e muito menos, quem de fora, se preocupa com eles.
Parafraseando Vilarinho sobre a ameaça de impugnação " estou-me cagando".
Quem diria que um homem com a 4ª classe fizesse girar tanta gente sabidona?
Isso é um crime....
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