ignorância ou falta de vergonha?
" A semana passada foi notícia que Fernando Madureira, líder da claque portista Super Dragões comandou um grupo que agrediu jornalistas tendo inclusive o desplante de os identificar antes.
Há pouco vi na SIC o entusiasmo de alguns repórteres fotográficos a fotografarem o Fernando Madureira com o líder da Juve Leo, Fernando Mendes com a Taça de Portugal nas mãos. Como perguntar não ofende gostaria de saber se os editores e directores dos jornais desportivos não têm um pingo de vergonha quando inventam reportagens que publicitam de forma positiva estes arruaceiros e agressores da classe jornalista. E deixo aqui um desejo: Quem devia levar nos “cornos” eram os directores dos jornais, talvez depois entendessem o quanto custa ser digno e ter carácter, mesmo com falta de imaginação."
Há pouco vi na SIC o entusiasmo de alguns repórteres fotográficos a fotografarem o Fernando Madureira com o líder da Juve Leo, Fernando Mendes com a Taça de Portugal nas mãos. Como perguntar não ofende gostaria de saber se os editores e directores dos jornais desportivos não têm um pingo de vergonha quando inventam reportagens que publicitam de forma positiva estes arruaceiros e agressores da classe jornalista. E deixo aqui um desejo: Quem devia levar nos “cornos” eram os directores dos jornais, talvez depois entendessem o quanto custa ser digno e ter carácter, mesmo com falta de imaginação."
(em 'blog da bola')

e o que dizer desta 'promoção' extra oferecida pela entidade, pelos vistos só supostamente, reguladora do futebol português?
(actualizado, 1.55 pm)
" A violência associada ao desporto, e, particularmente, ao futebol, é, por definição, uma forma específica de comportamento anti-social. Ela tem a particularidade de ocorrer no contexto de competições, que, pela forte carga emotiva que geram, acabam por servir, com frequência de pretexto ou oportunidade situacional para comportamentos desviantes.
Um dos aspectos mais marcantes destas manifestações de violência é a constituição de grupos organizados de adeptos. Respeitando uma hierarquia, observando valores comuns e eivados de um forte sentimento de pertença, estes grupos fornecem o ambiente ideal para indivíduos e grupúsculos já conhecidos pelas suas carreiras delinquentes praticarem actos de violência extrema.
As causas desta violência são, em grande medida, comuns às que explicam a delinquência e a criminalidade juvenil e grupal em geral. No entanto, são exacerbadas e potenciadas por um sentimento de anonimato e de impunidade, num contexto típico de psicologia das multidões.
Ainda assim, importa sublinhar que estes indivíduos e grupos violentos, ou tendencialmente violentos, continuam a representar uma ínfima minoria no grande universo dos adeptos do futebol ou do desporto em geral. A esmagadora maioria dos espectadores respeita e pratica os princípios enformadores do desporto, como a correcção, a lealdade e a tolerância, ou seja, o fair play, para usar uma expressão simples que, verdadeiramente, é impossível traduzir.
Mas, não obstante o peso residual dos adeptos ou grupos violentos, a gravidade, a dimensão e o impacto dos seus actos - seja ao nível mediático, seja no sentimento de segurança -, justificam uma resposta célere, vigorosa e eficaz. As entidades responsáveis pela segurança dos espectáculos desportivos, mormente os organizadores ou promotores e as autoridades administrativas, policiais e judiciárias devem garantir uma resposta coordenada.
Por outro lado, a violência associada ao futebol, constituindo um fenómeno complexo - nas suas causas, manifestações e consequências -, requer também uma resposta integrada e adequada às circunstâncias de tempo e de lugar. Tal resposta deve compreender medidas que vão desde a prevenção social e situacional a acções de prevenção específicas, como o afastamento dos adeptos mais violentos dos recintos desportivos.
Neste contexto, é indispensável adoptar uma estratégia contra a violência associada ao futebol, de âmbito local, nacional e europeu. Essa estratégia deve ser, no essencial, preventiva e comportar, como dimensões, o domínio sócio-educativo, as parcerias público-privadas, (entre todos os agentes com responsabilidades na segurança dos espectáculos desportivos), a valorização do papel dos adeptos e grupos ordeiros (através de incentivos da auto-regulação - self-policing) e a erradicação de uma insignificante mas perturbadora minoria de «adeptos» e grupos violentos "
Um dos aspectos mais marcantes destas manifestações de violência é a constituição de grupos organizados de adeptos. Respeitando uma hierarquia, observando valores comuns e eivados de um forte sentimento de pertença, estes grupos fornecem o ambiente ideal para indivíduos e grupúsculos já conhecidos pelas suas carreiras delinquentes praticarem actos de violência extrema.
As causas desta violência são, em grande medida, comuns às que explicam a delinquência e a criminalidade juvenil e grupal em geral. No entanto, são exacerbadas e potenciadas por um sentimento de anonimato e de impunidade, num contexto típico de psicologia das multidões.
Ainda assim, importa sublinhar que estes indivíduos e grupos violentos, ou tendencialmente violentos, continuam a representar uma ínfima minoria no grande universo dos adeptos do futebol ou do desporto em geral. A esmagadora maioria dos espectadores respeita e pratica os princípios enformadores do desporto, como a correcção, a lealdade e a tolerância, ou seja, o fair play, para usar uma expressão simples que, verdadeiramente, é impossível traduzir.
Mas, não obstante o peso residual dos adeptos ou grupos violentos, a gravidade, a dimensão e o impacto dos seus actos - seja ao nível mediático, seja no sentimento de segurança -, justificam uma resposta célere, vigorosa e eficaz. As entidades responsáveis pela segurança dos espectáculos desportivos, mormente os organizadores ou promotores e as autoridades administrativas, policiais e judiciárias devem garantir uma resposta coordenada.
Por outro lado, a violência associada ao futebol, constituindo um fenómeno complexo - nas suas causas, manifestações e consequências -, requer também uma resposta integrada e adequada às circunstâncias de tempo e de lugar. Tal resposta deve compreender medidas que vão desde a prevenção social e situacional a acções de prevenção específicas, como o afastamento dos adeptos mais violentos dos recintos desportivos.
Neste contexto, é indispensável adoptar uma estratégia contra a violência associada ao futebol, de âmbito local, nacional e europeu. Essa estratégia deve ser, no essencial, preventiva e comportar, como dimensões, o domínio sócio-educativo, as parcerias público-privadas, (entre todos os agentes com responsabilidades na segurança dos espectáculos desportivos), a valorização do papel dos adeptos e grupos ordeiros (através de incentivos da auto-regulação - self-policing) e a erradicação de uma insignificante mas perturbadora minoria de «adeptos» e grupos violentos "
(da 'estratégia europeia contra a violência no desporto', no 'portal do governo')

3 comments:
Dixo o mesmo comentário que deixei no blog da bola:
Porque é que esta gente tem direito a "tempo de antena" nos media?
Porque os media lho concedem.
Então não se queixem.
Se estes "senhores" fossem totalmente ignorados, como se nem sequer existissem, podem ter a certeza que nada disto se passava.
Mas alguém acreditava que existia bom senso?? eu já não acredito em pais natais... somos o que fazemos, incompetentemente coniventes.
Mas esperem lá, então esses 2 rapazes não pertencem a 2 claques LEGALIZADAS segundo os parâmetros do Sr. Sec. de Estado Laurentino Dias?
Não pertencem ao tal "trigo" que foi separado do "joio" como referiu o Sr. Secretário de Estado?
"As leis inúteis enfraquecem as necessárias"
Louis C. Montesquieu
Agora... aturem-nos :)
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